Moda e leitura: Dior lança livro em comemoração aos 70 anos da marca

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Livro: Dior - Christian Dior 1947 - 1957
Por: Editora Assouline.

Em comemoração aos seus 70 anos, a Dior lança o primeiro volume de uma série sobre todos os criadores da casa, começando claro, com seu fundador Christian Dior.

Entre 1947 e 1957, Christian Dior assinou 22 coleções para sua maison e no breve espaço de uma década, foi capaz de inscrever seu nome na moda francesa e na história mundial da vestimenta. Para comemorar os 70 anos de existência da grife que ele criou, acaba de sair pela editora Assouline uma série de livros que desvenda as fases da marca por meio dos designers que a acompanharam - Yves Saint Laurent, Marc Bohan, Gianfranco Ferré, John Galliano, Raf Simons e Maria Grazia Chiuri, atual editora criativa.
O volume de estréia, é claro, se dedica ao tímido e supersticioso senhor Dior, seu sucesso rápido e extraordinário (encerrado por uma morte prematura, causada por um ataque cardíaco), que teve como grande marco inicial o celebrado New Look. A famosa jaqueta acinturada com saia ampla que virou uma espécie de ícone comemorativo pós guerra, símbolo de um futuro mais otimista, ao mesmo tempo que, de alguma forma, tentava recuperar certo glamour perdido.

Christian Dior trabalhando em seu estúdio em Paris, 1950's.
O que se observa no livro, e que é inclusive citado por Oliver Saillard, autor dos textos, é que essa busca é algo que sempre esteve presente no olhar de Dior, um apaixonado pelo corte de Maria Antonieta. O glamour da realeza está na fartura de tecidos, nos corpinhos que se abriam em ambas ou em pequenas cascatas em ziguezague, em modelos como o Caprice e o Cocotte.
Dior foi sobre tudo um admirador das aventuras humanas, da capacidade humana de criar obras belas. Muitos de seus vestidos (ele gostava de nomeá-los com cuidado, como se fossem filhos ou obras de arte) homenageavam compositores e artistas, e outros levavam nomes de cidades que ele visitou e lugares de sua admirada Paris. Não faltavam também referências ao mundo dos oráculos, de suas visitas constantes a cartomantes e adivinhos, incluindo a ''lucky star'', sua estrela da sorte, que ele pedia que fosse bordada nas roupas.

Coleção outono-inverno 1953.
O livro avança em uma sequência de looks icônicos, dos belíssimos casacos amplos de viajem, que redefiniam a silhueta e davam a ela a impressão de algo que estivesse prestes a levantar voo, ao decorativismo mais precioso. O floralíssimo Miss Dior, dedicado a irmã de Christian e seu amor pelas plantas, é um dos pontos altos - e ele tem sido bastante lembrado pelos criadores recentes de casa.
É interessante ver os modelos mais discretos ao lado de obras dramáticas, como Cygne Noir (Cisne Negro), os musicais e grandiosos Debussy, Strauss e Francis Paulenc e os vestidos de noiva, que ironicamente conseguiam mesclar os dois universos. Com imagens e textos explicativos muito interessantes, o livro, que acaba de se ser lançados nos EUA e na Europa, é um volume grande no tamanho e no conteúdo, essencial para estudantes e amantes da moda e dos seres humanos especiais que ajudaram a escrever sua história através do tempo.

Bar Suit, La Ligne Corolle Christian Dior - 1947.
Edição: Meu sonho vintage.

Texto: Vivian Whiteman
Via: Revista Elle

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